sábado, 9 de novembro de 2013

A destruição de um país começa por acabar com a escola para todos

A falta da continuação de um critério constante que permita a real avaliação dos alunos é o que conduz directamente à destruição da mobilidade social , acabando com a ideia de uma sociedade democrática no acesso à escola pública , mantendo o conhecimento como um feudo dos poderosos do costume .
Por outro lado ao ritmo alucinante a que as fronteiras do conhecimento se transcendem , corremos o sério risco de formar gente segundo os padrões do passado .

Todos os distritos tiveram uma média negativa nos exames do 12º ano, devido ao agravamento das notas que, no ano anterior, tinham permitido a metade das regiões chegar à média positiva.Ao contrário da média interna dos alunos, que em todos os distritos ronda os 13 valores, a nota média dos exames foi sempre negativa. Apenas os distritos de Lisboa e Coimbra ficaram a menos de uma décima da positiva.Segundo uma análise feita pela agência Lusa aos dados disponibilizados pelo Ministério da Educação e Ciência, as médias têm vindo a descer nos últimos anos.

Em 2010/2011, sete distritos tiveram média negativa. No ano seguinte, subiram para dez os distritos com média negativa e agora, os números mostram que, no passado ano letivo, nenhum dos 18 atingiu a positiva, acontecendo o mesmo nas regiões autónomas e nas escolas portuguesas no estrangeiro.
O distrito onde se realizaram mais provas no final do passado ano letivo foi o que ficou mais próximo de chegar à positiva: Em Lisboa, a média das 41.796 provas foi de 9,98 valores. No ano anterior, os 40.419 exames tiveram uma média de 10,5 valores.

Lisboa e Coimbra trocam de lugares no ranking. Coimbra, que no ano passado era o distrito com melhor média, fica agora em segundo lugar com 9,95 valores nos 8726 exames realizados.
No distrito do Porto, os 36.405 exames realizados por alunos do 12º ano tiveram uma média de 9,73 valores, seguindo-se Leiria, Braga e Aveiro.

Os restantes distritos, com uma média inferior a 9,7 valores e por ordem decrescente, são: Viana do Castelo, Santarém, Castelo Branco, Viseu, Beja, Faro, Setúbal, as ilhas da Madeira e dos Açores, Vila Real, Évora, Bragança, Guarda e Portalegre.
As médias negativas podem justificar-se pelo facto de haver muito mais alunos a fazer exames às disciplinas em que habitualmente têm piores resultados.

No exame de Português, por exemplo, apenas os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e Santarém conseguiram este ano obter média positiva. Todos os outros ficaram abaixo dos dez valores.
Todos os distritos tiveram média negativa a Biologia e Geologia, assim como a Física e Química, cada uma das provas com cerca de 30 mil exames realizados. Já a Matemática A, com mais de 31 mil exames realizados, apenas os alunos de Coimbra, Leiria e Lisboa conseguiram resultados médios positivos.

As escolas portuguesas no estrangeiro, que costumam estar no final das tabelas, surgem este ano mais bem classificadas, ficando em 17º lugar, à frente dos distritos de Évora, Bragança, Guarda e Portalegre, que surge em último lugar com uma média de 8,68 valores.


"Estes partem, aqueles partem e todos, todos se vão ..."!


"Estes partem, aqueles partem e todos, todos se vão ..."!

Da minha aldeia de nascença, saíram esta semana, em busca de pão, rumo a outras paragens, cinco dos já tão poucos homens ainda válidos para darem vida à minha aldeia.

Morta a esperança de ainda aqui conseguirem ganhar com honra o mínimo sustento para aguentarem a parte mais generosa das suas vidas, o meu primo e os seus quatro companheiros lá foram rumo aos países do frio, deixando a terra onde amorosamente lançaram as raízes do futuro, onde criaram filhos e onde para eles sonharam a vida que tanto se esforçaram para que fosse mais feliz do que aquela que a labuta dos seus pais i/emigrantes lhes puderam dar enquanto foram meninos.

Eles foram. Para trás deixaram pais e mães, mulheres e filhos e tanto do sonho que sonharam.
Metade do coração ficou e a outra parte levaram consigo. Ambas as partes estão a sangrar.

E hoje, na Assembleia da República, um psicopata que se considera primeiro-ministro de um pais plantado de raiva, vangloriava-se do desemprego que desceu zero vírgula não sei quê, ufanando com a torpe coragem do bando por si capitaneado que expulsou da minha aldeia o que a minha aldeia ainda tinha de válido para lhe dar vida.



Clemente Alves

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Este desgoverno e estes desgovernantes não têm vergonha nenhuma no focinho.

Este desgoverno e estes desgovernantes não têm vergonha nenhuma no focinho (sim, focinho, porque é mesmo disso que se trata!)

Então este secretário de estado adjunto (sim, com minúsculas!) tem a distinta lata de vir defender que a redução do tempo de trabalho na administração pública é uma medida "amiga da família", sendo que este mesmo sujeitinho faz parte de um governo (com minúscula, sempre com minúscula ...) que quer impor à força o aumento para 40 horas semanais e 8 horas diárias o mesmo horário de trabalho aos trabalhadores da administração pública?

Parece um contra-censo, mas afinal não é: é que este sujeitinho sem pingo de vergonha no focinho acha que para além do roubo nos salários que já promoveu e continua a aplicar, o que seria "bom mesmo para as famílias" era roubar ainda mais, reduzindo o que agora querem aumentar a troco de reduções ainda maiores nos salários!

É preciso mesmo não ter vergonha nenhuma! Nem pudor! Nem honra! Esta gente é mesmo absolutamente desqualificada!

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=667173

João Geraldes

«As Revoluções inevitáveis»


O UBS escolheu o dia 7 de Novembro de 2013 para publicar o Relatório da Riqueza no Mundo. Não me espanta o que lá está. Os ricos estão mais ricos e os pobres muito mais pobres. No mundo e em Portugal. 870 milionários portugueses têm 75 mil milhões de euros, o equivalente a mais de 1/3 de toda a riqueza nacional anual produzida pelo conjunto dos portugueses.
Não me surpreendeu o relatório. Quando se corta de um lado é porque o outro ficou maior. O desemprego não cai do céu, é uma política propositada para baixar salários a todos, intensificando a jornada de trabalho de quem ficou a trabalhar, que fica a trabalhar por 2 ou 3. Portugal não produz menos nem é um país de parasitas. Produz e, se na produção caem os salários, é porque do outro lado subiram os juros, lucros e rendas. Não sou eu que o digo, é o UBS, União de Bancos Suiços.
O que me surpreende são os comentários, de pessoas responsáveis que conhecem a economia, de que este Governo é «incompetente», a «austeridade não está a resultar», as previsões «falharam». Nada falhou nesta política do ponto de vista de quem ganhou até agora. Ela é aliás muito bem sucedida – há mais milionários em Portugal e os milionários têm mais.
Falhou claro, até agora, a resistência. Não acredito que por muito mais tempo. Porque há limites objectivos à tolerância dos «de baixo» que quando derrubam os «de cima» deitam para o caixote de lixo da história o senso comum, o velho senso comum que diz que os portugueses são «brandos, não saem do sofá, são acomodados». Descobre-se então um outro senso: o bom senso de quem já não suporta o terrorismo laboral e a inércia e, às vezes, o bloqueio mesmo, daquilo que deveria ser a oposição.
Hoje é o dia da revolução russa de 1917, 7 de Novembro. Não sei se foi intenção do UBS, humor suiço quem sabe, ou mero acaso. Sei que quem teve oportunidade de aprender sobre economia sabe que esta política faz milionários. Quem sabe de história sabe que este rumo faz revoluções. Quer gostem ou não.
«Um relatório do banco suíço UBS conclui que em Portugal há mais 85 milionários – indivíduos com fortunas superiores a 30 milhões de dólares (perto de 22,4 milhões de euros) – que em 2012.
Segundo o “Relatório de Ultra Riqueza no Mundo 2013”, este aumento significa que os 870 milionários portugueses detêm, em conjunto, 100 mil milhões de dólares (75 mil milhões de euros), o que representa um aumento 11,1% em relação a 2012.
Na Grécia, outro país intervencionado pela troika, o aumento da fortuna dos mais ricos foi de 20%, passando de 50 para 60 mil milhões de dólares, enquanto o número de multimilionários passou de 455 para 505».
Raquel Varela
Very poor resolution

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A diferença é que em 1974 os militares de então comiam sopas de vinho.


Militares dizem que "não servem governos" após reunião em Belém


A diferença é que em 1974 os militares de então comiam sopas de vinho.

Os de hoje comem iogurtes!


Sentem se incomodados reúnem se com o chefe da casa militar da Múmia  e manifestam o seu desacordo:
" As Forças Armadas" sentem se incomodadas e perguntam: "a que propósito são os estrangeiros a dar ordens numa vertente do Estado que tem a ver com a afirmação da soberania nacional?".

Perante isto temos que questionar.

Estão a espera de que para tomarem o poder e devolver a democracia a Portugal?

Ou este encontro com o chefe da casa militar da Múmia  é no âmbito de conseguir que Aguiar-Branco promova mais alguns?

http://economico.sapo.pt/noticias/militares-dizem-que-nao-servem-governos-apos-reuniao-em-belem_181135.html

O estado do estado


        Art by Mana Neyestani


O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, desenvolve uma tão descarada como ilegítima campanha eleitoral ainda a meio ano da consulta europeia de Maio do próximo ano, em defesa talvez não das mordomias próprias – consta que ambiciona ainda mais alto – mas do reacionarismo neoliberal europeu e da consolidação do seu poder autocrático.

Não se tem dado muito bem in loco porque em Liège escapou por pouco aos ovos arremessados por agricultores desesperados e em Bruxelas não se livrou de um puxão de orelhas dado por um grupo de manifestantes. Quando se preparava para dissertar sobre “uma administração pública amiga dos negócios” sete funcionários públicos belgas estenderam uma faixa sobre a sua cabeça contrapondo “uma administração pública amiga dos cidadãos”.

Querem cena mais simbólica do que se joga hoje no espaço ainda formalmente designado União Europeia e que não passa de uma Europa dos grandes negócios?
O conceito de Estado chegou, de facto, ao centro do debate. Porque é um conceito de ruptura ideológica que nesta fase em que a crise traça o seu caminho em direcção ao neoesclavagismo se ergue como barreira, se não a última pelo menos a mais importante, para a verdadeira anexação da democracia pela ditadura neoliberal.

Barroso perorando sobre “administração pública amiga dos negócios”, os holandeses declarando a extinção do Estado social e em Portugal um vice-primeiro ministro divulgando um arremedo de “reforma do Estado” que é um atentado à Constituição do país, tão atacada pela banca nacional e internacional, são situações coincidentes e são mais do que coincidências.

Desmantelar o Estado social, privatizar as funções sociais do Estado, colocar à disposição da grande iniciativa privada o aparelho que deveria ser dos cidadãos e os contribuintes sustentam, é o objectivo actual do neoliberalismo europeu. A liquidação do Estado social ou do que dele resta é a mais premente necessidade da contra-reforma social através da qual a grande finança transnacional, vulgo “os mercados”, e a poderosa máquina económica monopolista, sua aliada, procuram restaurar a ordem anterior à Segunda Guerra Mundial, isto é, liquidar os direitos sociais, laborais e humanos instaurados desde então, inscritos nas Constituições e que delas vão desaparecendo em sucessivas revisões. A esta devastadora ofensiva neoliberal não escapa sequer o “capitalismo social”, esse keynesianismo que ao tentar harmonizar negócios e alguns direitos humanos emerge agora como um inimigo do regabofe do lucro
.
Um “Estado amigo dos negócios” precisa de consensos políticos para deixar fora de combate as grandes maiorias que têm voz e ainda incomodam, mesmo não tendo poder. Um “Estado amigo dos negócios” só funcionará em pleno com base nesses consensos, em regimes autocráticos e autoritários assentes em “pactos de regime” ou o que lhe queiram chamar, uma versão de partido único para o século XXI. Reparem no que aconteceu aos partidos sociais democratas e socialistas desde Blair e seus sósias, chegando agora a Hollande e seus admiradores, agregados à reacionária frente neoliberal através de invocações tão cínicas como “a responsabilidade do Estado”, a “estabilidade política”, a “governabilidade” e outras do mesmo tipo.
A última barreira à concretização dessa contra-reforma é, de facto, o conceito de Estado. A substituição de um aparelho público democrático, social e de cariz humanista ao serviço dos cidadãos e por eles sustentado por uma estrutura ditatorial, desumanizada, assente na arbitrariedade ao serviço do dinheiro e do lucro de pequenas elites, igualmente sustentada pelos cidadãos.

José Goulão

Em defesa de Margarida Rebelo Pinto

Margarida Rebelo Pinto tem sido alvo dos mais variados ataques nas redes sociais motivados pelas declarações que prestou no programa Bom Dia Portugal da RTP 1. É de todo injusto atacar-se da forma como se tem atacado quem tem toda a razão no que diz.

Analisemos o que foi dito por Margarida Rebelo Pinto e vejamos como ela está absolutamente certa na linha de raciocínio que segue, partindo do benévolo principio que tem uma linha e do milagroso principio de que terá raciocínio. Margarida sente-se triste, profundamente triste enquanto cidadã Portuguesa que mora perto da Assembleia da República com as manifestações que se têm feito. Tem razão, tem toda a razão, é do piorio querer-se sair à rua para… sei lá rica, para beber um café por exemplo, perdão um chá (algo que ela não teve ter bebido em pequena) e ter de se levar com a gentinha toda na rua, ainda por cima a fazerem barulho. “Có’rror”. Além disso demonstram falta de civismo, não têm respeito nenhum, a rica que gosta de se levantar tarde tem de acordar a ouvir o povinho a berrar de tal forma que, ainda por cima, interrompem e perturbam aqueles que agora governam o País. Neste último argumento Margarida enganou-se, é que os que actualmente governam o País têm escritório na Av. da República, nem a plenos pulmões os berros do Povo em São Bento lá chegam. Perdoe-se este lapso de Margarida, coitada, não é obrigada a saber tudo.

Depois do erro anterior, teve um lapso de inteligência e reconheceu que não chegámos aqui por acaso. Muito bem Margarida, muito bem mesmo, não foi por caso não senhora, foi mesmo por incompetência, gestão danosa, compadrio, corrupção e outras sacanices que ela não referiu, nem tal se esperava, uma senhora é uma senhora e não deve dizer certas coisas. Ela até sabe que antes deste governo houve outro, aliás outros. Uau!!! Obrigado Margarida e eu que pensava que esta treta tinha andado em auto-gestão, antes tivesse andado.

Margarida Rebelo Pinto acha que os Portugueses têm falta de inteligência, portanto, dito de outra forma, são estúpidos que nem uma porta. Mais uma vez tem toda a razão no que diz, aliás, sendo ela Portuguesa é ela própria um magnífico exemplo desse défice de inteligência. Mas a derradeira prova de que os Portugueses são estúpidos verifica-se sem margem para qualquer tipo de dúvida com o simples facto de lhe comprarem aqueles amontoados de páginas a que ela chama livros. Causa-lhe repulsa a ela e a mim também que alguém que foi desmascarada em 2005 por João Pedro George no livro «Couves & Alforrecas – Os Segredos da Escrita de Margarida Rebelo Pinto» em que explicou por A mais B que a literatura de cordel não passava de um auto-plágio tenha o despudor de aparecer de forma descarada a insultar os Portugueses. Repulsa-me  que alguém intelectualmente desonesto tenha sequer a leviandade de abrir a boca para falar mal dos Portugueses e ainda por cima que o faça no canal público de televisão.

Diz mais Margarida, diz ela que como todos os cidadãos também teve cortes. É bonito e simpático ela confessar que teve cortes, mas perfeitamente desnecessário, já tínhamos dado conta que a lobotomia pré-frontal que lhe fizeram não tinha dado grande resultado. Portugal nunca teve grandes recursos explica Margarida esforçando-se por dar um ar de entendida. Se estava a referir-se aos seus próprios recursos enquanto pseudo escritora, tem razão, nunca teve e dificilmente virá a ter. Agora se estava a referir-se ao País, está de todo enganada. Portugal teve muitos recursos que foram criminosamente destruídos por ordem da Europa tendo sido o actual aposentado de Belém o carrasco ao serviço dos interesses que comandam a Europa.

Tenho de reconhecer que Margarida tem visão, diz ela que ficaremos muito bem se nos virarmos para as energias do Mar. Yeeessss é isso mesmo Margarida, dá-lhe forte, vai até ao Cabo da Roca olha para o Mar, para a sua energia e dá um passo em frente. Portugal e os estúpidos dos Portugueses agradecem. Eu, ao contrário do que Margarida Rebelo Pinto afirma até abro uma excepção, deixarei por momentos de ser treinador de bancada e vou com ela para a ajudar a definir a estratégia de tão magnifico passo em frente.
A terminar ainda sobrou fôlego para Margarida defender as taxas moderadoras dos hospitais, acha ela muito bem que se pague taxas, coisa estranha essa de se querer usar as coisas sem pagar. Alguém explique por favor à Dondoca, eu já não tenho pachorra, que pagamos e pagamos bem. Expliquem-lhe também que um reformado que recorre a uma urgência hospitalar ter de pagar vinte e tal euros, fora os eventuais exames, é um crime, é desumano.
Portugal é realmente um País estranho, tem a estranha capacidade de criar todo o tipo de anormais e além de os criar tem o mau hábito de os manter.

Joaquim Furtado


MARGARIDA REBELO PINTO, A ESCRITORA ROSA, ACHA QUE AS PESSOAS QUE SÃO CONTRA AS MEDIDAS EXCESSIVAS DE AUSTERIDADE, SÃO POUCO INTELIGENTES, SÃO POUCO CÍVICAS, E NÃO DEIXAM O PASSOS COELHO TRABALHAR EM PAZ. VAMOS DEIXAR O GOVERNO TRABALHAR E CONFIAR NELES, DIZ ELA, SEM SE RECORDAR QUE CONFIAR NOS GOVERNOS E DEIXA-LOS "TRABALHAR", ARRUINOU O PAÍS E OS PORTUGUESES...