domingo, 17 de novembro de 2013

Divisionismos e Sectarismos.

Divisionismos e Sectarismos.

A conclusão a que se chega é que realmente em Portugal as pessoas tem memória curta e acreditam facilmente em ventos de mudança.
Basta alguém adoptar um discurso progressista para já ser considerado alguém contra este sistema e esta política.

Se a memória não fosse curta, iriam perceber que parte daqueles que em 1974/1975 eram maoista hoje estão no (des)governo ou em Bruxelas.
Iriam também perceber que estes partidos esquerdistas/maoistas a real função dos mesmos pautou-se sempre por dividir a esquerda, permitindo a divisão de votos à esquerda reforçando assim uma direita coesa a fim de manterem a servidão.

Teremos de acreditar que em política não há coincidências e nada acontece ao acaso, o centenário do Cunhal, o "Cunhalismo" voltou a assustar as franjas neoliberais, o medo da polarização em torno do PCP aumentou, existe a consciência que apenas uma união forte da esquerda poderá travar o avanço do neoliberalismo praticado nos últimos 40 anos pelos partidos do Arco da governação PS/PSD/CDS.

Seria de esperar que o PS tirasse o socialismo da Gaveta, assumisse a sua responsabilidade nestes 40 anos de neoliberalismo, mas o mesmo pauta-se por desenvolver uma política inquinada, responsabilizando o PCP e o BE por terem ajudado o neoliberalismo (aquando do PECIV), ora uma perfeita aberração politica este discurso dos socialistas, afinal o PCP e o BE votaram contra também nos anteriores, e não foi por isso que os mesmos deixaram de ser aprovados, se o PECIV não foi aprovado o mesmo deveu-se unicamente ao PSD ter votado contra, quanto ao PCP e ao BE os mesmos mantiveram a coerência que tinham mantido nos anteriores.

É neste quadro que sinceramente entendo que esta iniciativa de Soares, é uma acção que visa atirar areia aos olhos das pessoas da esquerda, procurando assim catalisar votos para o PS, pois se não fosse este o sentido, deixa de ter qualquer sentido a política inquinada dos socialistas do PS face ao PCP e ao BE.

Óbvio ainda que se olhamos para o resto da Europa, iremos de uma forma muito singela poder comparar o PS aos restantes partidos socialistas europeus que nada mais tem feito que servir de muleta ao neoliberalismo, é o caso da Alemanha em cujas últimas eleições, o SPD optou por manter Merkel como Chanceler em vez de uma aliança com a esquerda.

Não pudemos esquecer que em 1975 aquando do 25 de Novembro, o PCP de uma forma coerente pediu aos seus homens para não avançarem, evitando-se assim uma guerra civil, teremos de ter consciência que a foi a partir dessa altura que as vitorias de Abril começaram a ser violadas, as alterações à constituição, as alterações a lei eleitoral nomeadamente pelos partidos do arco da Governação

Responsabilizar o PCP, o BE e outras forcas de esquerda por este neoliberalismo é uma acção que visa apenas dividir para a direita reinar.

Uma forte união de esquerda é preciso, é preciso também que o PS tire o socialismo da gaveta e assuma o seu lugar na esfera política de esquerda respeitando os seus estatutos, o seu símbolo e as bases de esquerda.
Existe alternativa a este sistema, a alternativa é uma união forte de esquerda entre todas as forças políticas de esquerda

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Segundo fontes próximas do gabinete do nosso primeiro , as máquinas destruidoras de documentos já trabalham perto do limite,
na esperança de conseguir eliminar as provas
de forma irrevogável

Banksters

“Penso que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades que exércitos inteiros prontos para o combate. Se o povo permite um dia que os bancos privados controlem a sua moeda, os bancos e todas as instituições que venham a florescer em torno dos bancos privarão as pessoas de todas as posses, primeiro por meio da inflação, em seguida pela recessão até o dia em que seus filhos acordarão sem casa e sem tecto sobre a terra que seus pais conquistaram.”
















Thomas Jefferson, 1802 - Terceiro Presidente dos Estados Unidos da América (1801-1809), e o principal autor da “Declaração de Independência” (1776) dos EUA.

É COMO SER OBRIGADO A PAGAR A BALA QUE NOS ASSASSINA



Depois de cinco anos lectivos numa universidade e de uma profissionalização em serviço a lei assegurou-me que poderia ser professora. Pelo meio inúmeras formações feitas no meu tempo livre e, muitas vezes, pagas do meu bolso. Agora, desci à categoria de candidata a professora e, 13 anos depois de achar que o era, dizem-me que tenho de fazer uma prova...

Não tenho problema nenhum em fazer qualquer prova nem em dar provas dos meus conhecimentos. Pergunto-me só como é que nessa prova vão caber os “meus” treze anos? Onde vão caber a quantidade de disciplinas e de níveis diferentes (do 5º ao 12º) que preparei; as planificações que fiz; as adequações curriculares individuais que pensei; os estágios que acompanhei; as exposições que organizei; os quadros que, pelas escolas, pendurei; os raspanetes que preguei; os elogios que fiz; os resultados que obtive; as reuniões que tive com os pais; os jornais que dinamizei, a legislação que digeri; os clubes de artes que lancei; as horas, fora de horas, que passei nas escolas com colegas a pensar como ajudar este ou aquele aluno; os casacos que compus; os óculos que limpei; os lápis que afiei; os que do meu bolso ofereci; os alunos que marquei e que ainda hoje me ligam; os alunos com Necessidades Educativas que apoiei; as visitas de estudo a que os levei; os relatórios para a CPCJ que fiz; o orgulho com que fui madrinha de curso; os sorrisos que provoquei; os saltos ao elástico que dei com os mais pequenos; os cafés que tomei com os maiores; as lágrimas que limpei; as saudades com que fiquei cada vez que mudei de escola...

Prova nenhuma vai avaliar tudo isto e a menos que me digam que posso dar os 20€, (que terei de pagar para a fazer) a uma instituição escolhida por mim, não a farei.
E mesmo que a faça e mesmo que tenha 20 valores vou continuar sem lugar porque alguém (em algum sítio onde não fez prova nenhuma para lá estar) entendeu que as crianças precisam cada vez menos de algum desenvolvimento artístico, de descobrir, de aprender a “ver” o mundo de formas, espaços e movimentos que nos rodeiam, de experimentar, de imaginar, de criar; de utilizar materiais e técnicas variados, de desenvolver a sua percepção visual, a sua sensibilidade estética e a capacidade de comunicação que é o que as disciplinas que, durante 13 anos leccionei, propõem, de uma forma simples.

Não me venham cá com conversas que os professores não querem ser avaliados porque nós o somos todos os dias ou que os médicos e advogados também fazem provas porque esses as fazem ANTES de começarem a exercer e não depois de 13 anos de profissão...

Não me venham cá com histórias porque eu já as li todas há muito tempo.

 Catarina Ferreira Gonçalves

Um PS que envergonha os socialistas.

Um PS que envergonha os socialistas.
Senão vejamos.
A polémica à volta de eventual remoção da estátua do Cónego Melo continua a fazer mossa nos meios políticos bracarenses

A vereadora Luísa Cruz, independente que nas últimas Autárquicas foi eleita nas listas do PS, suspendeu o mandato, alegadamente para não votar sobre a proposta da CDU no sentido de apear a estátua do Cónego Eduardo Melo de uma rotunda da cidade de Braga. Luísa Cruz, professora de profissão, já não participou numa conferência de imprensa dos eleitos do PS de Braga.

Vítor de Sousa garantiu ao SOL que na reunião da próxima segunda-feira “o Partido Socialista votará em bloco e com o mesmo sentido de voto anterior”, isto é, em favor da manutenção desta estátua, ao histórico vigário-geral da Arquidiocese de Braga, falecido no dia 19 de Abril de 2008, com 80 anos, numa estadia do Santuário de Fátima.

Enquanto isso, Salgado Zenha continua esquecido, na sua terra !

Notícia completa no link que apresentamos: http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=91252


domingo, 10 de novembro de 2013

O centenário de Álvaro Cunhal, o político, o homem, o intelectual e artista.



Uma efeméride que não podíamos ignorar, que é digna de uma grande reflexão.

O centenário de Álvaro Cunhal, o político, o homem, o intelectual e artista.

Entrevistas marcantes de Cunhal ao Expresso
De 1974, ainda na clandestinidade, a 2003, dois anos antes da sua morte, foram várias, e algumas delas históricas, as entrevistas de Álvaro Cunhal ao Expresso. Recorde ou leia pela primeira vez alguns desses textos.
http://expresso.sapo.pt/entrevistas-marcantes-de-cunhal-ao-expresso=f840103
Sem nunca despir a pele de político, foi vestindo progressivamente a de intelectual e de artista.

Neste Video  também alguns comentários de jovens que  não tendo  tido a oportunidade de conhecer  "Álvaro"  o que os une a "Álvaro"  http://www.publico.pt/multimedia/video/alvaro-cunhal-nao-e-uma-coisa-do-passado-20131107-174900

Tornaram-se comunistas depois de Álvaro Cunhal ter desaparecido. Nunca o conheceram, mas tratam-no por “o camarada Álvaro”. Admiram a sua entrega a uma causa e as suas convicções, que, dizem, continuam actuais. Sem o colocar num pedestal. No dia em que se assinala o centenário do nascimento do ex-líder do PCP, tem a palavra o sangue novo do partido.

https://www.facebook.com/canalmoritzptnet